A sinceridade sem equilíbrio fere e humilha. Existem pessoas que confundem sinceridade com a vontade de explodir em palavras e não conseguir controlar o impulso. Saber falar e usar de bom senso são características de pessoas sensatas e inteligentes.

“Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato.” Provérbios 10:19

Seja sensível e tente se colocar no lugar do outro.

O indispensável equilíbrio da sinceridade.

O verdadeiro sincero é aquele que não mente, não inventa e não fantasia em benefício próprio, pois respeita a transparência dos fatos, pensamentos, vontades e sentimentos das outras pessoas que estão ao seu redor, seja na empresa, em casa ou em relação aos amigos.

Ele deve ser capaz de promover a harmonia e o equilíbrio em todos os lugares através de palavras sinceras e oportunas, em especial por saber a hora certa de fazer comentários e dar opiniões. Não é uma tarefa fácil, mas é essencial.

É como diz a frase “A franqueza que ofende não é sinceridade: é grosseria.”
Ser sincero não é ser grosso. Ser verdadeiro não é magoar. E gostar não é amar. O problema é que as pessoas confundem as coisas. Porque ser somente sincero não faz ninguém ser verdadeiro. Pode-se muito bem se dizer tudo o que se pensa sobre um assunto ou pessoa e não se está falando em nome da verdade.

Ser autêntico significa ser sincero consigo mesmo…

Sinceridade significa autenticidade – ser sincero é não ser falso é não usar máscaras.

Qualquer que seja o seu rosto verdadeiro, mostre-o, custe o que custar. Mas isso não significa que você tenha que jogar na cara das pessoas os defeitos delas, ou espalhá-los para os outros. As pessoas são como são. Cabe a você ser verdadeiro consigo mesmo e com Deus.

Empatia x mentira

A preocupação com o “sentir” do outro pode ser decisiva em qualquer relação. É preciso aprender, definitivamente, a se colocar no lugar do outro, pois somente dessa forma pode entender muitas coisas e respeitar o espaço e individualidade alheios.

Devemos nos preocupar com a forma que tudo é expresso.

Pessoas expressivas demais correm o risco de colocar tudo a perder pelo simples fato de não conseguir guardar uma opinião. A sinceridade pode ser prejudicial se não for usada na hora ideal; a franqueza e verdade devem ser expressas de forma sublime e cautelosa dosando-as com sensatez e equilíbrio.

Nem todos estão prontos para receber uma crítica ou orientação se estiver num momento de tensão. Chamo de “sincericídio” o ato de dizer o que se pensa em qualquer momento e para qualquer pessoa de forma indiscriminada, simplesmente pelo fato de não suportar “segurar” o que sente. Existem muitas pessoas assim, que confundem a sinceridade com a vontade de explodir em palavras e não conseguir controlar o ímpeto. Seja sensível e tente se colocar no lugar do próximo!

Muitas empresas já se conscientizaram sobre a importância de selecionar candidatos que sejam capazes de ter um bom relacionamento com outras pessoas. Muitas vezes essa capacidade se sobrepõe à competência técnica e um bom currículo; mesmo porque, é mais fácil capacitar alguém para uma função do que ensinar a lidar com gente. Os treinamentos existem para isso e nem sempre é possível qualificar profissionais para que sejam aptos a manter um trato sadio e harmonioso no trabalho.

Sinceridade sim

A sinceridade dentro de casa ou em qualquer outro tipo de relação pessoal, seja ela entre amigos, namorados, parentes, etc., deve ser um algo a mais e não motivo para brigas, discussões ou rompimentos. Precisamos desse traquejo com o que falamos e, principalmente, com a forma que fazemos isso. As palavras ditas não voltam atrás e podem machucar muito.

Os líderes precisam agir de forma sutil e contornar os momentos de crise com elegância e boa educação – têm que ser verdadeiros em tudo, mesmo em situações difíceis. Muitos conflitos acontecem porque as pessoas não são preparadas para esclarecer certos assuntos ou discutir problemas de rotina – são imediatistas e não se conformam em ter cautela pra não machucar ninguém.

Saber falar e usar de bom senso são características natas de um bom líder. A hipocrisia de todos os dias pode mascarar nossos sentimentos. Não permita que a transparência seja um dos últimos itens em sua lista de prioridades diárias. Por trabalharmos muito sob pressão, acabamos nos esquecendo de coisas importantes como os predicados e valores que sustentam e norteiam nossa conduta.

Também é muito importante saber criticar e dar opiniões sobre diversos assuntos relacionados ao trabalho. Os liderados precisam (muitas vezes) expressar seus sentimentos e conclusões sobre alguns temas corporativos e só o fazem se o líder for capaz e aberto a isso. Não vale à pena insistir numa conversa se não têm a certeza de que serão ouvidos.

De nada adianta ser uma pessoa superdotada cheia de habilidades se não sabe dominar a língua.

E sabe o que acontece nesses casos? As pessoas acabam desabafando com os colegas que, na maioria das vezes não podem ajudar em nada, criam fofocas, a história cresce mais e se espalha pela empresa. De nada adianta ter um profissional super qualificado tecnicamente se o mesmo é um iceberg, que não consegue interagir com as pessoas.

Saber ouvir talvez seja o pilar mais importante da gentileza, predicado indispensável para o sucesso em todos os sentidos na vida. Escutar com atenção é uma habilidade que precisa ser desenvolvida com urgência em algumas pessoas.

Ouvir e falar? Eis a questão.

É fundamental saber a hora certa de falar qualquer coisa e, mais ainda, ter discernimento para usar palavras corretas de forma que não magoe, incentive uma represália ou ofenda a pessoa. Talvez esperar algumas horas ou dias para se tocar no assunto seja a atitude mais sensata e gentil a ser tomada.

Omissão e mentira são a mesma coisa?

Em momento algum a mentira é recomendável, muito menos a omissão deve ser considerada primeira opção numa boa liderança, mesmo que saibamos que um líder não toma partido de ninguém e deve ser sempre imparcial.

É importante ter discernimento para não omitir a realidade por muito tempo, pois se descoberta pode causar danos tão prejudiciais quanto os causados pela mentira. Eu, pelo menos, considero a omissão uma forma de mentira ou uma das suas vertentes. Devemos agir de forma como realmente somos, sem usar máscaras ou com hipocrisia, mostrando-nos como de fato. Ninguém precisa deixar de ser o que realmente é para agradar os outros, muitos menos fazer o que não gostam.

Vamos usar a sinceridade com aqueles que são queridos e com aqueles que não são também. “É fácil ser gentil com pessoas educadas e elegantes. O difícil é ser gentil com os grosseirões que encontramos por aí.”.

Nada de desiludir as pessoas com nossas omissões e mentiras, mesmo que essas tenham a intenção de preservar alguém ou não deixar que elas se magoem com a verdade. Existem formas e formas de ser transparente e claro sem prejudicar qualquer um que seja. O que preferem? Sofrer descobrindo a omissão ou mentira depois ou saber o que realmente acontece no momento certo?

Existem pessoas que dizem que omitem algumas coisas para proteger a paz e não irritar, para poupar o outro, mas essas ideias não justificam a ausência da transparência. É muito doloroso saber de fatos que já aconteceram há muito tempo por esse motivo e você não ficou sabendo, principalmente quando terceiros te contam o que houve realmente. Será que sempre sou o último a saber? Essa questão é instantânea em nosso pensamento.

Utilize sempre, em qualquer situação, o bom senso. Somente esse atributo o norteará para o entendimento entre os membros de uma equipe, amigos, parentes e, principalmente, em situações conflituosas, envolvendo comentários maliciosos, mal entendidos e fofocas.

A confiança é construída e conquistada com o tempo; se perdida, pode ser quase impossível recuperá-la.

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