Na minha época da escola, na aula de educação física, toda vez que a professora nos mandava formar dois times era uma tensão. Dois felizardos iam lá pra frente e começavam a escolher, um por um, quem entraria em cada time. Nunca fui a última a ser escolhida mas o medo sempre existiu. Os últimos a serem escolhidos era um grupo em que ninguém gostaria de estar. Era vergonhoso e humilhante. Não era um incentivo para progredir no esporte mas sim um rótulo de “você não tem habilidade”.

Até hoje não entendo como isso fez (em muitos lugares ainda faz) parte da educação de crianças pequenas. Na época todo mundo achava normal, ninguém percebia o absurdo que era aquilo. Um lembrete de que o fato da maioria estar fazendo, não normaliza uma ação e não faz dela bacana.

Antes que apareçam os sobreviventes (“eu fui criado assim e estou aqui vivinho”), te convido a ir conversar e conhecer as batalhas enfrentadas por essas crianças, que com 6 anos de idade, ficavam a toda aula de educação física, sentadinhas por último no banco, esperando com frio na barriga e olhar no chão, escutar o amiguinho chamar o seu nome.

Veja bem, vivemos em um mundo competitivo, essa é uma realidade inegável. Mais cedo ou mais tarde, nossos filhos irão se deparar com competitividade, sentirão na pele e no coração, a frustração de não ser escolhido. Eles vão entender sobre esforço e mérito. Acredite, é só questão de tempo. Dois anos atrás, meu adolescente não entrou na seleção de futebol da high-school. Sofreu, chorou, lutou, tentou novamente. Nada do que eu tivesse feito na infância dele, teria amenizado a frustração que ele sentiu. Porque cada dor é única. Não damos açúcar para bebês de seis meses porque faz mal para o corpo em crescimento, então por que provocar, precocemente, dores que são nocivas a mente em desenvolvimento? A competição irá chegar, na sua hora. Não tão novos. Não em uma fase crucial da formação da autoestima. Vamos parar com essa mania de querer calejar crianças, cada vez mais cedo, para futuras e possíveis dificuldades da vida. Deixe na infância o que pertence a infância, deixe pra vida o que é por conta da vida. Dois felizardos iam lá pra frente e começavam a escolher, um por um, quem entraria em cada time. Nunca fui a última a ser escolhida mas o medo sempre existiu. Os últimos a serem escolhidos era um grupo em que ninguém gostaria de estar. Era vergonhoso e humilhante. Não era um incentivo para progredir no esporte mas sim um rótulo de “você não tem habilidade”.

Até hoje não entendo como isso fez (em muitos lugares ainda faz) parte da educação de crianças pequenas. Na época todo mundo achava normal, ninguém percebia o absurdo que era aquilo. Um lembrete de que o fato da maioria estar fazendo, não normaliza uma ação e não faz dela bacana.

Antes que apareçam os sobreviventes (“eu fui criado assim e estou aqui vivinho”), te convido a ir conversar e conhecer as batalhas enfrentadas por essas crianças, que com 6 anos de idade, ficavam a toda aula de educação física, sentadinhas por último no banco, esperando com frio na barriga e olhar no chão, escutar o amiguinho chamar o seu nome.

Veja bem, vivemos em um mundo competitivo, essa é uma realidade inegável. Mais cedo ou mais tarde, nossos filhos irão se deparar com competitividade, sentirão na pele e no coração, a frustração de não ser escolhido. Eles vão entender sobre esforço e mérito.

Acredite, é só questão de tempo. Dois anos atrás, meu adolescente não entrou na seleção de futebol da high-school. Sofreu, chorou, lutou, tentou novamente. Nada do que eu tivesse feito na infância dele, teria amenizado a frustração que ele sentiu. Porque cada dor é única. Não damos açúcar para bebês de seis meses porque faz mal para o corpo em crescimento, então por que provocar, precocemente, dores que são nocivas a mente em desenvolvimento? A competição irá chegar, na sua hora. Não tão novos. Não em uma fase crucial da formação da autoestima. Vamos parar com essa mania de querer calejar crianças, cada vez mais cedo, para futuras e possíveis dificuldades da vida. Deixe na infância o que pertence a infância, deixe pra vida o que é por conta da vida.


Por: Rafaela Carvalho 

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